Jesus, a luz divina

Contudo, não haverá mais escuridão para os que estavam aflitos. No passado ele humilhou a terra de Zebulom e de Naftali, mas no futuro honrará a Galileia dos gentios, o caminho do mar, junto ao Jordão. O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz – Isaías 9.1 e 2 (NVI)

No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ela estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram. Surgiu um homem enviado por Deus, chamado João. Ele veio como testemunha, para testificar acerca da luz, a fim de que por meio dele todos os homens cressem. Ele próprio não era a luz, mas veio como testemunha da luz. Estava chegando ao mundo a verdadeira luz, que ilumina todos os homens – João 1.1 a 9 (NVI)

 

INTRODUÇÃO

O profeta Isaías profetizou que “o povo que caminhava em trevas viu uma grande luz” e “sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz”. O evangelista Mateus interpretou esse texto como uma alusão a Jesus Cristo:

Quando Jesus ouviu que João tinha sido preso, voltou para a Galileia. Saindo de Nazaré, foi viver em Cafarnaum, que ficava junto ao mar, na região de Zebulom e Naftali, para cumprir o que fora dito pelo profeta Isaías: Terra de Zebulom e terra de Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios; o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz – Mateus 4.12 a 16 (NVI)

 

João, o evangelista identifica Jesus como Logos divino que é também a “verdadeira luz, que ilumina todos os homens”.

O profeta Isaías e os evangelistas Mateus e João estabelecem uma relação entre a luz e pessoa de Jesus Cristo. Os povos são iluminados por sua presença e ensino. A luz física remete à luz verdadeira, aquela que “vinda ao mundo, ilumina todo homem” – João 1.9 (ARA).

O que há na luz que remete a Jesus?

O que há em Jesus que remete à luz?

  1. A LUZ A TUDO ILUMINA

O que é luz?

Luz é, segundo a definição do físico Max Planck, “uma radiação eletromagnética”, uma onda eletromagnética que se propaga conjuntamente. A natureza da luz é dual, ou seja, ora se comporta como onda e ora como partículas de fóton.

Por sua natureza dual a luz ilumina e aquece simultaneamente.

No Gênesis a luz foi identifica com o dia e as trevas com a noite.

Disse Deus: Haja luz, e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz dia, e às trevas chamou noite. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o primeiro dia – Gênesis 1.3 a 5 (NVI)

 

A luz é, as trevas não são. Para Agostinho a luz possui uma realidade concreta e evidente, as trevas, porém, não possuem essa natureza sendo unicamente a negação da realidade da luz.

Jesus disse:

É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo – João 9.4 e 5 (NVI)

 

As trevas, nas Escrituras está associada a conceitos maus, tais como medo, incerteza, ignorância, maldade etc.

Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem – Salmo 23.4 (NVI)

 

Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são! – Mateus 6.22 e 23 (NVI)

 

Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Mas, tudo o que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as coisas – Efésios 5.8 a 13 (NVI)

 

A luz é essencial para que vejamos a realidade que nos cerca. Nossos olhos podem ver graças ao fato de que a luz incidindo sobre os corpos ao refletir em nossa retina torna possível a visão. Vemos, graças aos nossos olhos e a luz que estimula os fotorreceptores de nossos olhos convertendo o impulso luminoso em estímulo elétrico.

A luz sempre vence as trevas: “A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram” – João 1.5 (NVI)

  1. JESUS, A LUZ DE NOSSA MENTE

A iluminação da mente é uma forma de dizer a respeito da compreensão que temos da realidade. Assim como o corpo possui olhos para ver a mente possui “olhos da mente”. A luz, tanto na Filosofia como nas Escrituras é usada em conexão com o conceito de conhecimento. Conhecer é “ter luz”, “ser iluminado”. Conhecimento é sinônimo de iluminação.

No capítulo 9 de João Jesus, estando em Jerusalém, se encontra com um homem cego de nascença.

Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego? Disse Jesus: Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele. Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo – João 9.1 a 5 (NVI)

 

Logo em seguida Jesus cuspiu no chão e fez lodo aplicando-o nos olhos do cego:

Tendo dito isso, ele cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do homem. Então lhe disse: Vá lavar-se no tanque de Siloé (que significa Enviado). O homem foi, lavou-se e voltou vendo – João 9.6 e 7 (NVI)

 

Jerusalém, como todas as cidades do mundo, estava iluminada pela luz do sol. Mas, para aquele homem a luz do sol era de pouco proveito, principalmente no que diz respeito à necessidade de ver as coisas. Seus olhos não estavam plenamente aptos a ver. Jesus se compadeceu dele e fez um milagre, restaurando-lhe a visão.

O problema era que dar vista aos cegos era um dos sinais do Messias:

O Espírito do Soberano Senhor está sobre mim porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros, para proclamar o ano da bondade do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; para consolar todos os que andam tristes, e dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido. Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação da sua glória – Isaías 61.1 a 3 (NVI)

 

Os fariseus, que consideravam “donos da verdade” não queriam admitir que Jesus Cristo fosse o Messias, daí toda a confusão que eles fizeram ao promover uma “inquisição” com o ex-cego – João 9.13 a 34.

O resultado dessa inquirição foi a expulsão do ex-cego:

Diante disso, eles responderam: Você nasceu cheio de pecado; como tem a ousadia de nos ensinar? E o expulsaram – João 9.34 (NVI)

 

Jesus, sabendo que o ex-cego fora expulso veio ao seu encontro e abriu os olhos de sua mente:

Jesus ouviu que o haviam expulsado, e, ao encontrá-lo, disse: Você crê no Filho do homem? Perguntou o homem: Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia? Disse Jesus: Você já o tem visto. É aquele que está falando com você. Então o homem disse: Senhor, eu creio. E o adorou – João 8.35 a 38 (NVI)

 

Jesus acolheu o expulso e se revelou a ele. A reação dos fariseus foi imediata e previsível:

Disse Jesus: Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam e os que veem se tornem cegos. Alguns fariseus que estavam com ele ouviram-no dizer isso e perguntaram: Acaso nós também somos cegos? Disse Jesus: Se vocês fossem cegos, não seriam culpados de pecado; mas agora que dizem que podem ver, a culpa de vocês permanece – João 9.39 a 41 (NVI)

 

Jesus, ao revelar-se a nós nos ilumina quanto à identidade de Deus. Jesus nos faz ver que Deus existe e que Ele é santo, justo e bom.

Além disso ele nos informa que,

[…] Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se veja claramente que as suas obras são realizadas por intermédio de Deus – João 3.16 a 21 (NVI)

 

Ao iluminar nossa mente com a verdade a respeito de Deus e seu grande amor por nós Jesus demonstra que ele é “cheio de verdade”.

Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade – João 1.14 (NVI)

 

Ele é a verdade:

Respondeu Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim – João 14.6 (NVI)

 

Jesus nos dá uma mente esclarecida:

Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida, para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos… – 2 Pedro 3.1 (NVI)

 

Jonathan Edwards afirmou:

O homem natural é apresentado pelas Escrituras como alguém sem a luz espiritual, sem a vida espiritual. Portanto, é a conversão que abre seus olhos, faz com que ele ressurja dentre os mortos e opera nele uma renovação tal, que se diz dele ser uma nova criatura. Daí Edwards concluir que as “graciosas afeições são aquelas influências que são sobrenaturais”. (NVI)

 

E conclui:

É claro, portanto, que os efeitos produzidos pelo Espírito Santo nos verdadeiros cristãos são diferentes de qualquer coisa que o homem possa produzir pelos poderes humanos naturais. É isso que eu quiz dizer ao afirmar que as afeições espirituais verdadeiras surgem de influências sobrenaturais. Disso se segue que os cristãos têm uma nova percepção ou concepção interna em suas mentes, totalmente diferente em natureza de qualquer outra coisa que tenham experimentado antes de serem convertidos. É, por assim dizer, um novo sentido espiritual para coisas espirituais. Esse sentido é diferente de qualquer sentido natural, assim como o sentido do paladar é diferente dos sentidos de visão, audição, olfato e tato. Por esse novo sentido espiritual, o cristão compreende as coisas de modo diferente da percepção possível ao homem natural; é como a diferença entre simplesmente olhar para o mel e de fato experimentar sua doçura. É por isso que as Escrituras muitas vezes comparam a obra da regeneração pelo Espírito à aquisição de um novo sentido – visão para o cego, audição paia o surdo. Sendo esse sentido espiritual mais nobre e excelente do que qualquer outro, as Escrituras comparam sua concessão ao ressuscitar dos mortos e a uma nova criação.

 

É nesse sentido que Jesus é a “luz que vinda ao mundo ilumina a todo homem”.

  • JESUS, A LUZ DE NOSSO CORAÇÃO

A iluminação de nosso coração ocorre quando o Espírito Santo nos faz compreender aquelas verdades que somente o coração é capaz de captar.

Paulo ora pelos irmãos de Éfeso e pede a Deus que “os olhos do coração” deles sejam iluminados “no pleno conhecimento” de Deus:

Por essa razão, desde que ouvi falar da fé que vocês têm no Senhor Jesus e do amor que demonstram para com todos os santos, não deixo de dar graças por vocês, mencionando-os em minhas orações. Peço que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso Pai, lhes dê espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento dele. Oro também para que os olhos do coração de vocês sejam iluminados, a fim de que vocês conheçam a esperança para a qual ele os chamou, as riquezas da gloriosa herança dele nos santos e a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força – Efésios 1.15 a 19 (NVI)

 

Os olhos iluminados possibilitam que se conheça “a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus”:

Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite em seus corações mediante a fé; e oro para que vocês, arraigados e alicerçados em amor, possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus – Efésios 3.16 a 19 (NVI)

 

Depois de confrontar os fariseus, em sua obstinada cegueira espiritual, Jesus se apresenta como o bom pastor que dá sua vida pelas ovelhas:

Eu lhes asseguro que aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre-lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora. Depois de conduzir para fora todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos. Jesus usou essa comparação, mas eles não compreenderam o que lhes estava falando. Então Jesus afirmou de novo: Digo-lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; quem entra por mim será salvo. Entrará e sairá, e encontrará pastagem. O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas – João 10.1 a 11 (NVI)

 

A revelação da verdade à mente é uma faceta da autorrevelação de Jesus Cristo no evangelho. A outra faceta da autorrevelação de Jesus Cristo é a manifestação de sua identidade graciosa:

Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade – João 1.14 (NVI)

 

João Calvino nos fala da revelação de Deus como uma verdade acompanhada de graça:

Em primeiro lugar, visto que ninguém pode sequer mirar a si próprio sem imediatamente volver o pensamento à contemplação de Deus, em quem vive e se move [At 17.28], por isso longe está de obscuro o fato de que os dotes com que somos prodigamente investidos de modo algum provêm de nós mesmos. Mais ainda, nem é nossa própria existência, na verdade, outra coisa senão subsistência no Deus único. Em segundo lugar, por estas mercês que do céu, gota a gota, sobre nós se destilam, somos conduzidos à fonte como por pequeninos regatos. Aliás, já de nossa própria carência melhor se evidencia aquela infinidade de recursos que residem em Deus. Particularmente, esta desventurada ruína em que nos lançou a defecção do primeiro homem nos compele a alçar os olhos para o alto, não apenas para que, jejunos e famintos, daí roguemos o que nos falte, mas ainda para que, despertados pelo temor, aprendamos a humildade. Ora, como no homem se depara um como que mundo de todas as misérias, e desde que fomos despojados de nosso divino adereço, vergonhosa nudez põe a descoberto imensa massa de torpezas, do senso da própria infelicidade deve necessariamente cada um ser espicaçado para que chegue pelo menos a algum conhecimento de Deus. E assim na consciência de nossa ignorância, fatuidade, penúria, fraqueza, enfim, de nossa própria depravação e corrupção, reconhecemos que em nenhuma outra parte, senão no Senhor, se situam a verdadeira luz da sabedoria, a sólida virtude, a plena abundância de tudo que é bom, a pureza da justiça, e daí somos por nossos próprios males instigados à consideração das excelências de Deus. Nem podemos aspirar a ele com seriedade antes que tenhamos começado a descontentar-nos de nós mesmos. Pois quem dos homens há que em si prazerosamente não descanse, quem na verdade assim não descanse, por quanto tempo é a si mesmo desconhecido, isto é, por quanto tempo está contente com seus dotes e ignorante ou esquecido de sua miséria? Consequentemente, pelo conhecimento de si mesmo cada um é não apenas aguilhoado a buscar a Deus, mas até como que conduzido pela mão a achá-lo. (Institutas, Livro I, Capítulo 1)

 

A verdade revelada ao coração é a verdade da graça de Deus, que é melhor que a vida – Salmo 63.3. O mestre da verdade é também o bom pastor que dá sua vida pelas suas ovelhas;

Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. O assalariado não é o pastor a quem as ovelhas pertencem. Assim, quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho e o dispersa. Ele foge porque é assalariado e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem; assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas. Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. Por isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai. […] As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai – João 10.11 a 18 e 27 a 29 (NVI)

 

Jesus é a luz que ilumina a mente e o coração.

  1. JESUS, A LUZ ETERNA

Jesus, o eterno Filho de Deus, é luz desde a eternidade e por toda a eternidade.

Jesus se apresentou como a luz do mundo:

Falando novamente ao povo, Jesus disse: Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida – João 8.12 (NVI)

 

Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas – João 12.46 (NVI)

 

Paulo se refere a Jesus Cristo como aquele que “habita em luz inacessível”:

Guarde este mandamento imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver. A ele sejam honra e poder para sempre. Amém – 1 Timóteo 6.14 a 16 (NVI)

 

Também, aquele que “trouxe a luz e a imortalidade”:

Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio. Portanto, não se envergonhe de testemunhar do Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro dele, mas suporte comigo os sofrimentos pelo evangelho, segundo o poder de Deus, que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Esta graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos, sendo agora revelada pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus. Ele tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho – 1 Timóteo 1.7 a 10 (NVI)

 

João, no Apocalipse, afirma que a Nova Jerusalém não precisará de luz do sol, o Cordeiro a iluminará com sua presença gloriosa:

A cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia. As nações andarão em sua luz, e os reis da terra lhe trarão a sua glória. Suas portas jamais se fecharão de dia, pois ali não haverá noite – Apocalipse 21.23 a 25 (NVI)

 

E ainda,

O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos o servirão. Eles verão a sua face, e o seu nome estará em suas testas. Não haverá mais noite. Eles não precisarão de luz de candeia nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e eles reinarão para todo o sempre – Apocalipse 22.3b a 5 (NVI)

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